Em uma fria manhã de Moscou, a renomada psicóloga Dra. Cloe Harris se preparava para mais um dia de trabalho na Clínica Densey quando é apresentada ao seu novo paciente Connor Bouchard, na qual é classificado como PNAN (Paciente submetido a Análise e Acompanhamento - Alta Importância), um estágio considerado raro até mesmo para a própria Psicológia. Connor Bouchard mudará tudo e a todos a sua volta, inclusive a vida da Dra. Harris.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Capítulo 6 - Casualidade da Loucura
Eu sei, que ela tinha tentado, mas... ela é uma profissional. Não pode simplesmente desistir de um caso. Eu conhecia pouco a doutora Cloe, ela é uma pessoa fácil de conviver, desde que você seja alguém afetivo. E nos últimos anos eu estava me esquivando de uma morte mental.
Queria ligar, mas isso ia passar por cima do meu orgulho, mas eu ainda tinha uma consulta com ela no dia seguinte... não quero parecer desesperado. (Mas estou.)
Resolvi sair um pouco, a pé. Andei em volta do quarteirão, cumprimentei alguns vizinhos. No caminho de volta comprei algumas bebidas. Em casa, preparei um jantar bem vagabundo com pão e uns frangos fritos e comi assistindo um jogo de hoquei pela televisão.
Decidir não ir pra clínica naquele dia, eu e Cloe sabíamos que eu não daria esse gostinho para ela, fui para meu Studio de tatuagens.
- Connor, onde estava rapaz?! Fiquei preocupado. - comentou um dos tatuadores.
- Oh, que fofo. Você preocupado, Theodore?
- A Megan ficou. - rimos juntos e olhamos com desdém para ruiva atrás do balcão.
- Vão a merda, vocês dois.
- Também te amamos, Megan. - comentei. Já indo para meu espaço.
Naquele dia, foi um dos dias mais normais da minha vida, atendi uns seis clientes naquele dia, a quinta foi uma ex-namorada que tentou usar as "aptidões corporais" para fazer uma tatuagem. Passei o dia pensando em como seria a próxima vez que eu fosse aquele consultório. Poderia simplesmente deixar de ir, e eles iriam cancelar meu cadastro de consultas, poderia ir e não ter mais meu cadastros ou mais óbvia... Cloe me ligar, me ligar?! Por quê ela me ligaria, quer dizer, não! Mas o quê diabos eu estou pensando, me peguei imaginando um possível futuro romântico com Cloe Harris? Cloe Harris? Talvez eu gostasse de sofrer, quem sabe esse é meu diagnóstico?
O tempo passou rápido naquele dia. Theodore, Megan e eu decidimos fechar cedo para ir a um barzinho-rock, tomar alguma coisa e curtir um bom e velho rock dos anos oitenta, fomos na picape de Theodore. Theodore é gay parece aqueles antigos vikings, grande e forte. Mas com certeza o que chama mais atenção e sua barba espessa e as tatuagens ligadas de seus ombros até as mãos. Megan era uma mulher relativamente magra, mais ou menos um metro e sessenta e oito, ruiva e usava piercings no nariz, lábio e sombrancelha. Ela tinha um aspecto sexy de gótica, dormi com ela algumas vezes, nada que nos comprometa.
O nome do bar que chegamos era "Fliperama do Boo", não tinha qualquer máquina de jogos e etc, mas bastante daquelas grandes jukebox de músicas clássicas e strippers. Conhecia três ou quatro, já as tinha levado para casa. Não é ser machista, mas... quando pega a camada rosada da pele que ferve, nenhum ser humano resiste, nem os mais santos.
Sentei-me com os dois no balcão e formos atendidos pela garçonete que já nos conhecia. E já chegou trazendo os copos, bebidas e o cinzeiro.
- Pessoal, como vão. - ela nos serviu, afetuosa. - Ainda anda louco, Connor?
Meus amigos reprimiram risos e eu também.
- Estou me cuidado Lucy, talvez você saia comigo um dia desses.
- Vá sonhando, amorzinho.
Lucy se afastou, Megan acendeu seu cigarro e Theodore procura algum paquera.
- Então, aonde está indo? - perguntou Megan, soltando a primeira remessa de fumaça intensa.
- Clinica Densey, aquela da sétima avenida. - tomei minha primeira dose.
- Porra? Aquele é clinica pra rico, Connor.
- É pra loucos, rico ou pobre, todos saem perdendo.
Theodore foi dançar com alguém que nem eu e Megan identificamos. Ficamos sentados. Fumamos e bebemos por mais alguma hora quando o desejo falou mais alto. Me lembro de vislumbres como Megan totalmente nua pulando em cima de mim e mordendo meu pescoço, minhas mãos explorando cada centímetro do seu corpo branco e maltratado pelo frio constante e inconsolável do país. Megan é fria, por coincidência eu adorava o inverno. Depois de todo aquele êxtase e orgasmos insanos, acordamos em minha casa, os dois ferrados e com dor de cabeça. Não falamos mais do que o necessário. Nos arrumamos, preparei um café e ela foi pra casa, demorei alguns poucos segundos pra ter certeza que não tinha sentido nada "só casual". Tudo seguiu normal pelos próximos dez minutos quando uma sensação excruciante tomou conta da minha cabeça e tive que me apoiar na parede. Eu vi, eu estava vendo! Figurar negras brotavam de baixo para cima de lado para o outro, as mesmas formas que eu via... no sonho?! Como eu posso me lembrar disso? A primeira coisa que eu consegui pensar foi no nome de Cloe. Apenas me vesti, peguei as chaves da minha moto e segui para clinica.
Era por volta das dez e meia da manhã, ela já deveria está na clinica, desviei ruas que sabia que haviam policiais, pois tinha saído sem capacete. Quando brequei em frente a clinica, o pneu traseiro fez mais barulho do que devia e talvez eu tivesse assustado os pacientes na sala de espera que se levantaram as pressas para ver que barulho era esse. Continuei sendo atormentado pelas imagens, ruídos e barulhos, continuei andando assim que entrei na clinica e ignorei o chamado da recepcionista, eu sabia o meu destino.
- Doutora! - abri a porta da sala de Cloe num banque forte. Ela estava sentada e em frente a sua mesa estava uma adolescente e sua mãe, talvez a jovem fosse uma "recém-mãe" e estava procurando como suportar ser mãe com menos de dezoito anos, talvez. - Está acontecendo.
- Senhor! Ah... d-doutra Harris, eu avisei que ele não podia entrar. - disse quase choramigando a recepcionista.
Um segurança veio logo atrás e me segurou pelos braços, eu não estava lúcido e minha cabeça explodia de dor, lembrei-me apenas de vê-lo atordoado para trás com um soco que eu havia lhe dado e as mulheres recuarem, apenas Cloe que se levantou e se pós na minha frente como se me desafiasse a avança, mas ao mesmo templo implorando por calma. A última vez que vi tanta atitude assim em uma mulher, foi na minha ex-esposa.
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