Nossas vidas são definidas por momentos. Principlamente aqueles que nos pegam de surpresa. Não se pode muito esperar dos meus pacientes, mesmo aqueles com suas peculariadades. Mas é claro que algo iria acontecer, sempre acontece quando se tem um caso como de Connor em mãos. Eu estava aconselhando uma jovem que seria mãe nos próximos meses e tentando fazer a sua própria mãe a apoiar a filha nesse momento. Era um daqueles casos que você mais age como um agente passivo do que um agente ativo. Quando a mãe da jovem estava desabafando, ouvi gritos e múrmuros vindos do corredor, mas isso já era algo natural, porém a cada palavra que ela dizia, mas próximo o caos ficava. Então veio a explosão.
De repente, Connor estava desesperado dentro do meu escritório e quase toda a segurança vinha ás pressas tentando segurá-lo. Connor estava atordoado, algo deve ter lhe acontecido, eu pensava. Me aproximei dele quando vi sua reação agressiva, dando um soco no segurança que tentava acalmá-lo.
- Soltem! - falei em um tom baixo, mas autoritário para que entendessem que aquela era minha sala, minhas regras.
- Doutora Harris, eu... Eu vi ele passando, e... e... Eu... - tentava pronunciar cada palavra tentando vencer o desespero.
- Saiam todos, por favor. Levem o Connor para o Centro Operacional.
- Ah... Doutora? - o segurança ergueu a mão como se fosse um aluno no jardim de infância ansioso para responder algo.
- Sim? - falei passando alguns medicamentos para a mãe da jovem e uma nova guia de encaminhamento para a nova mamãe.
- O Centro seria apropriado se Connor estivesse dopado... - tentava se explicar.
- Eu sei. - falei.
- Então... - tentava o segurança.
- Por favor, apliquem nele antes que ele lhe dê outro soco.
Connor estava em transe, quando percebeu algo segurá-lo, tentou se defender, porém a seringa já estava em sua têmpora e seu corpo mole, deslizando pelos braços do segurança.
- Me tirem daqui!! - gritava enfurecido.
- Que bom que acordou, rapunzel. - falei sentando-se na cadeira ao lado da mesa no Globo.
- Vocês são loucos! Que lugar é esse? - gritava.
A reação da injenção deve ter confundido os neurônios de Connor mais do que deveria em um paciente com um simples problema. O Centro Operacional era uma parte pouco frenquentada, apenas casos muito extremos eram encaminhados para cá. Jack preparou tudo com a mais alta tecnologia do país. Era uma sala média muito bem iluminada, havia em cada ponto luzes azuis que davam um impressão interessante, mas não causava nenhum efeito. Era apenas um charme. Paredes brancas azuladas e uma mesa cercada de monitores ao centro. Chamavámos o centro de Globo, por ser um círculo onde tudo acontecia. Ao canto da sala havia uma porta que dava acesso à uma cabine. Ficavámos ali quando os pacientes passavam pelo processo de Vaporização da Mente. A cabine era cheia de monitores e um pequeno teclado que controlava tudo, até mesmo às células do corpo do paciente. Não faria nada que Connor não permitisse, a viagem da Vaporização da Mente era algo muito difícíl e causava efeitos fortes na mente por alguns dias. Pessoas temperamentais nunca souberam lidar bem.
- Me solte, Harris!! - ainda gritava.
- Veja bem. Você tem duas opções: gritar e ficar aí por um bom tempo; ou se acalmar e aguardar minha resposta sobre se solto ou não você.
- Merda! - cuspia de raiva.
- Irei soltá-lo, Connor. Apenas me prometa que não fugirá, nem me agredirá.
- Não sou capaz disso, Cloe. - respondeu com firmeza.
- Ok... - falei encarando seus olhos escuros.
Soltei Connor com rapidez e aguardei algum movimento brusco, mas graças a Deus nada aconteceu. Sentei novamente na cadeira esperando pelas perguntas.
- Que lugar é esse? - iniciou.
- Chamamos de Centro Operacional, e aqui bem ao meio, chama-se Globo. - me animei, Connor achou graça.
- Por que tem tanta luz?
- É um dos charmes deste lugar.
- Porque me trouxeram aqui? Aposto que não é muito frequentado. - revirou os olhos ao olhar pela imensa camera posicionada ao canto.
- Realmente... Mas pessoas como você são bem vindas aqui. - olhei para a camera também.
- O que quer fazer comigo? - perguntou respirando pesado.
- Acho que é minha vez de fazer as perguntas, certo?! - falei calmamente.
Ele me olhou como se tivesse me analisando demais, até eu perceber que voltava a encarar a tatuagem. Vi um sorriso maliciso no canto da boca e depois ele concordou com a cabeça.
- O que lhe aconteceu?
- Vi algo diferente. Figuras negras, em formas diferentes por todo canto, as mesmas dos meus sonhos, mas eu estava nitidamente acordado.
- Tomou algum rémedio na noite passada? - perguntei rapidamente.
- Não, só bebi muito, mas o alcóol não é capaz disso.
- Sim. Continue.
- Foi quando me dei conta do seu nome, havia brotado na minha mente e decidi vim atrás de você. Foi então que foi ficando mais forte, como se eu tivesse sido engolido pela massa espessa negra e cheia de ruídos.
- Hmm... - falei balançando a cabeça.
- Não tenho nenhum problema mental, doutora.
- Eu sei, Connor. Já revi seus exames de ponta a ponta. - dei de ombros, ligando a máquina calmamente.
- Certo, então, o que eu tenho? - me observava atordoado.
- Alguma coisa paranormal, não sei ao certo. - falei.
- Não creio nisso. Não me mande me benzer, Harris.
- Eu sei, Connor. Até porque a benzadeira não ia ajudar em nada. Eu aconselho a você fazer este teste comigo, você irá entrar na minha mente e irá vê como controlo e como não deixo ser controlada, depois faremos em você e você me dirá da sua expirência.
- E como isso pode me ajudar?! - gritava atônico.
- Você aprendendo a se controlar, já é um bom começo. Depois farei o necessário para que você entenda que a realidade onde estamos é o que deve ser a sua realidade.
Connor bufou.
- Ok.
- Os efeitos são um pouco difíceis de lidar. - falei conectando os fios em sua mente e prendendo seus pés.
- Tipo?
- Não vai conseguir dormir por uns três dias, vai pegar intolerância ao leite e seus derivados, ficará com uma vontade louca de adrenalina.
- Hm... Vou procurar algumas garotas então. - falou rindo.
Olhei com nojo para ele e ele me olhou feio.
- Você não vive?! - perguntou como uma criança boba.
- Sim, mais do que você.
- Uau. - falou animado - Então se não vou dormir, que tal ficar comigo...
- Não! - falei.
- Um passeio, vamos Harris, sou seu paciente e preciso de ajuda.
- Estou lhe ajudando mais do que deveria, Connor. Cancelei com 04 pacientes só pra fazer esse experimento.
- Então sou seu paciente favorito.
- Irei colocar uma outra mesa ao lado e conectarei os fios que estão em você na minha cabeça. Eu injeto o líquido em você e você em mim, seja rápido, o efeito é imediato.
- Ok.
Injetei o líquido azul em Connor e passei a outra seringa para ele fazer o mesmo em mim. Connor foi mais delicado do que deveria. Segurou meu cabelo e injetou bem devagar.
- Seja rápido, não quero que durma em cima de mim.
- Até que seria uma ótima posição, Harris. - disse saindo de cima de mim.
- Vamos lá, dentro de 60 segundos estaremos na minha mente, no meu paraíso do sonho e você verá como posso controlar. Serei sua professora.
- Ok, irei tirar nota dez e como recompensa ganho uma noite inteira com a Cloe.
- Tá - fechei os ohos desejando que o tempo passe rápido.
- Harris? - murmurou.
- Fala.
- Lamento por ontem, mas...
- Sem problemas.
- Hm... - ele se calou, como se tivesse com receio de dizer algo. Queria perguntar o porquê do receio, mas fomos submessos a uma nuvem negra e barulhenta. Estavámos no meu sonho, certo?
- Isso está familiar demais. Estamos na sua mente?
- Sim... - olhei ao redor e me senti atordoada por aqueles vultos negros e ruídos que não diminuiram.
- Você está bem? - perguntou se aproximando de mim. Pude sentir seu toque naquela escuridão.
- Não... - falei me sentindo pequena demais e vulnerável para Connor Bouchard.
De repente, Connor estava desesperado dentro do meu escritório e quase toda a segurança vinha ás pressas tentando segurá-lo. Connor estava atordoado, algo deve ter lhe acontecido, eu pensava. Me aproximei dele quando vi sua reação agressiva, dando um soco no segurança que tentava acalmá-lo.
- Soltem! - falei em um tom baixo, mas autoritário para que entendessem que aquela era minha sala, minhas regras.
- Doutora Harris, eu... Eu vi ele passando, e... e... Eu... - tentava pronunciar cada palavra tentando vencer o desespero.
- Saiam todos, por favor. Levem o Connor para o Centro Operacional.
- Ah... Doutora? - o segurança ergueu a mão como se fosse um aluno no jardim de infância ansioso para responder algo.
- Sim? - falei passando alguns medicamentos para a mãe da jovem e uma nova guia de encaminhamento para a nova mamãe.
- O Centro seria apropriado se Connor estivesse dopado... - tentava se explicar.
- Eu sei. - falei.
- Então... - tentava o segurança.
- Por favor, apliquem nele antes que ele lhe dê outro soco.
Connor estava em transe, quando percebeu algo segurá-lo, tentou se defender, porém a seringa já estava em sua têmpora e seu corpo mole, deslizando pelos braços do segurança.
- Me tirem daqui!! - gritava enfurecido.
- Que bom que acordou, rapunzel. - falei sentando-se na cadeira ao lado da mesa no Globo.
- Vocês são loucos! Que lugar é esse? - gritava.
A reação da injenção deve ter confundido os neurônios de Connor mais do que deveria em um paciente com um simples problema. O Centro Operacional era uma parte pouco frenquentada, apenas casos muito extremos eram encaminhados para cá. Jack preparou tudo com a mais alta tecnologia do país. Era uma sala média muito bem iluminada, havia em cada ponto luzes azuis que davam um impressão interessante, mas não causava nenhum efeito. Era apenas um charme. Paredes brancas azuladas e uma mesa cercada de monitores ao centro. Chamavámos o centro de Globo, por ser um círculo onde tudo acontecia. Ao canto da sala havia uma porta que dava acesso à uma cabine. Ficavámos ali quando os pacientes passavam pelo processo de Vaporização da Mente. A cabine era cheia de monitores e um pequeno teclado que controlava tudo, até mesmo às células do corpo do paciente. Não faria nada que Connor não permitisse, a viagem da Vaporização da Mente era algo muito difícíl e causava efeitos fortes na mente por alguns dias. Pessoas temperamentais nunca souberam lidar bem.
- Me solte, Harris!! - ainda gritava.
- Veja bem. Você tem duas opções: gritar e ficar aí por um bom tempo; ou se acalmar e aguardar minha resposta sobre se solto ou não você.
- Merda! - cuspia de raiva.
- Irei soltá-lo, Connor. Apenas me prometa que não fugirá, nem me agredirá.
- Não sou capaz disso, Cloe. - respondeu com firmeza.
- Ok... - falei encarando seus olhos escuros.
Soltei Connor com rapidez e aguardei algum movimento brusco, mas graças a Deus nada aconteceu. Sentei novamente na cadeira esperando pelas perguntas.
- Que lugar é esse? - iniciou.
- Chamamos de Centro Operacional, e aqui bem ao meio, chama-se Globo. - me animei, Connor achou graça.
- Por que tem tanta luz?
- É um dos charmes deste lugar.
- Porque me trouxeram aqui? Aposto que não é muito frequentado. - revirou os olhos ao olhar pela imensa camera posicionada ao canto.
- Realmente... Mas pessoas como você são bem vindas aqui. - olhei para a camera também.
- O que quer fazer comigo? - perguntou respirando pesado.
- Acho que é minha vez de fazer as perguntas, certo?! - falei calmamente.
Ele me olhou como se tivesse me analisando demais, até eu perceber que voltava a encarar a tatuagem. Vi um sorriso maliciso no canto da boca e depois ele concordou com a cabeça.
- O que lhe aconteceu?
- Vi algo diferente. Figuras negras, em formas diferentes por todo canto, as mesmas dos meus sonhos, mas eu estava nitidamente acordado.
- Tomou algum rémedio na noite passada? - perguntei rapidamente.
- Não, só bebi muito, mas o alcóol não é capaz disso.
- Sim. Continue.
- Foi quando me dei conta do seu nome, havia brotado na minha mente e decidi vim atrás de você. Foi então que foi ficando mais forte, como se eu tivesse sido engolido pela massa espessa negra e cheia de ruídos.
- Hmm... - falei balançando a cabeça.
- Não tenho nenhum problema mental, doutora.
- Eu sei, Connor. Já revi seus exames de ponta a ponta. - dei de ombros, ligando a máquina calmamente.
- Certo, então, o que eu tenho? - me observava atordoado.
- Alguma coisa paranormal, não sei ao certo. - falei.
- Não creio nisso. Não me mande me benzer, Harris.
- Eu sei, Connor. Até porque a benzadeira não ia ajudar em nada. Eu aconselho a você fazer este teste comigo, você irá entrar na minha mente e irá vê como controlo e como não deixo ser controlada, depois faremos em você e você me dirá da sua expirência.
- E como isso pode me ajudar?! - gritava atônico.
- Você aprendendo a se controlar, já é um bom começo. Depois farei o necessário para que você entenda que a realidade onde estamos é o que deve ser a sua realidade.
Connor bufou.
- Ok.
- Os efeitos são um pouco difíceis de lidar. - falei conectando os fios em sua mente e prendendo seus pés.
- Tipo?
- Não vai conseguir dormir por uns três dias, vai pegar intolerância ao leite e seus derivados, ficará com uma vontade louca de adrenalina.
- Hm... Vou procurar algumas garotas então. - falou rindo.
Olhei com nojo para ele e ele me olhou feio.
- Você não vive?! - perguntou como uma criança boba.
- Sim, mais do que você.
- Uau. - falou animado - Então se não vou dormir, que tal ficar comigo...
- Não! - falei.
- Um passeio, vamos Harris, sou seu paciente e preciso de ajuda.
- Estou lhe ajudando mais do que deveria, Connor. Cancelei com 04 pacientes só pra fazer esse experimento.
- Então sou seu paciente favorito.
- Irei colocar uma outra mesa ao lado e conectarei os fios que estão em você na minha cabeça. Eu injeto o líquido em você e você em mim, seja rápido, o efeito é imediato.
- Ok.
Injetei o líquido azul em Connor e passei a outra seringa para ele fazer o mesmo em mim. Connor foi mais delicado do que deveria. Segurou meu cabelo e injetou bem devagar.
- Seja rápido, não quero que durma em cima de mim.
- Até que seria uma ótima posição, Harris. - disse saindo de cima de mim.
- Vamos lá, dentro de 60 segundos estaremos na minha mente, no meu paraíso do sonho e você verá como posso controlar. Serei sua professora.
- Ok, irei tirar nota dez e como recompensa ganho uma noite inteira com a Cloe.
- Tá - fechei os ohos desejando que o tempo passe rápido.
- Harris? - murmurou.
- Fala.
- Lamento por ontem, mas...
- Sem problemas.
- Hm... - ele se calou, como se tivesse com receio de dizer algo. Queria perguntar o porquê do receio, mas fomos submessos a uma nuvem negra e barulhenta. Estavámos no meu sonho, certo?
- Isso está familiar demais. Estamos na sua mente?
- Sim... - olhei ao redor e me senti atordoada por aqueles vultos negros e ruídos que não diminuiram.
- Você está bem? - perguntou se aproximando de mim. Pude sentir seu toque naquela escuridão.
- Não... - falei me sentindo pequena demais e vulnerável para Connor Bouchard.